ABEF

regimento interno da ABEF

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A ABEF (Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia) é a entidade representativa dos estudantes de filosofia em nível de graduação do Brasil, e tem como fim articular o movimento estudantil de filosofia, congregando os estudantes em torno das discussões e ações sobre a intervenção filosófica na transformação social, bem como discutir a filosofia no campo do ensino, pesquisa e extensão universitária, questionando o papel da universidade nessa transformação. 

Estrutura organizativa da ABEF

*Congresso da ABEF:

O congresso da ABEF é um órgão deliberativo que ocorre anualmente, preferencialmente no mês de julho, onde os estudantes se reúnem para discutir as questões concernentes aos fins e objetivos da entidade, atualizar a plataforma política, aprovar moções e eleger a Coordenação Nacional e Conselho Fiscal.

 *Encontro Nacional dos Estudantes de Filosofia (ENEFIL)

O Encontro Nacional dos Estudantes de Filosofia é um órgão não deliberativo de caráter político e acadêmico e ocorre anualmente entre os meses de dezembro e fevereiro.

 *Plenária Nacional de Entidades de Base (PNEB)

É um órgão deliberativo de caráter político, ocorre sempre no término do ENEFIL e do Congresso da ABEF. As principais atribuições da PNEB são: deliberar sobre o Regimento Interno da ABEF, o Regimento Interno do Congresso da ABEF, o Regimento Interno do ENEFIL bem como aprofundar a plataforma política da ABEF e auxiliar a Coordenação Nacional, a Coordenação Local, o Comitê Científico e o Conselho Fiscal no cumprimento de suas atribuições.

*Coordenação Nacional

É um órgão deliberativo de caráter executivo, composto por 3 a 7 estudantes, dentre suas atribuições as principais são: Promover a execução da plataforma política e das demais resoluções dos órgãos da ABEF, representar a ABEF interna e externamente, organizar e executar a política de comunicação da ABEF, Acompanhar e auxiliar os Centros Acadêmicos e Diretórios Acadêmicos em suas discussões e ações. A eleição da Coordenação Nacional é realizada no Congresso da ABEF.

 *Coordenação Local

A Coordenação Local é composta por um estudante de cada curso ou região, e deve repassar informações para os estudantes e para o CA ou DA em cada curso. Também deve desenvolver em âmbito local e/ou em conjunto com o CA ou DA os debates e as ações promovidas pela ABEF.

 

Principais bandeiras de luta:

 *Educação

Combate à mercantilização da educação e restrição total do capital externo na educação brasileira. Por uma reforma da educação brasileira baseada nas reivindicações dos estudantes e servidores em todos os níveis de ensino e dos movimentos sociais populares. Adequação dos parâmetros curriculares nacionais à realidade do ensino no país. Pela reestruturação e valorização da educação pública.

*Emancipação popular

Defesa da ampliação de direitos para o povo, da radicalização da democracia com participação popular e controle social, do desenvolvimento com distribuição de riqueza e renda, da soberania territorial e econômica do país.

*Combate à criminalização dos movimentos sociais

Plano Nacional de Formação (PNF)

O Plano Nacional de Formação Política (PNF) envolve diferentes projetos, das quais a ABEF é ou promotora (direcionados para estudantes de filosofia em específico) ou co-promotora (direcionados para estudantes universitários em geral).

Cada projeto tem as suas especificidades, como se verá adiante. No entanto, a despeito das diferenças, há um sentido comum que une todos os projetos: todos eles visam, em última instância, contribuir para:

– o despertar de consciência dos estudantes sobre as desigualdades e injustiças, a partir de suas causas estruturais;

– incentivar os estudantes ao engajamento social e político em favor do “de baixo”, enquanto estudante e após ter se formado.

Ao cumprir estes objetivos, estaremos contribuindo para transformar o próprio estudo da filosofia, hoje profundamente técnico e acadêmico, na perspectiva de fazer da filosofia um instrumento de exercício de critica social, capaz de desmascarar os discursos que velam a realidade para justificar as opressões sociais e a ordem estabelecida.

 Programas em Andamento:

 *Estágio Interdisciplinar de Vivência em Áreas de Reforma Agrária e de Atingidos por Barragens (EIV)

A proposta do EIV é dupla. De um lado, colocar o estudante em contato com a realidade dos acampamentos e assentamentos rurais para vivenciar essa realidade. De outro lado, iniciar o estudante, através de um curso de formação política, em temas ligados à Reforma Agrária e ao Movimento Estudantil, mas em particular com uma metodologia de trabalho, estudo e convivência, caracterizada pela mística e pela simbologia, mas também pela disciplina consciente e pelo espírito de grupo.

Para cumprir esse objetivo, o EIV se divide em 03 fases:

1ª fase – preparação (todos os estudantes ficam concentrados num local, num curso de formação e ao mesmo tempo de preparação para a segunda fase);

2ª fase – vivência (os estudantes vão para as áreas em pequenos grupos, entre 2 e 3 pessoas por área);

3ª fase – retomada (os estudantes retornam das áreas e novamente ficam concentrados num local, onde retomam o curso de formação e fazem a avaliação da vivência). Há variações, mas no geral a 1ª fase dura 05 dias, a 2ª fase dura 10 dias e a 3ª fase dura 5 dias.

O EIV surgiu em 1989, e hoje já ocorre em diversos Estados, sendo construído em conjunto por entidades estudantis, grupos de extensão e os movimentos da Via Campesina. A maior parte dos Estágios é construída entre março e dezembro, através de reuniões mensais, e o Estágio propriamente dito ocorre entre dezembro e fevereiro.

 Iniciativas Locais

 É muito importante criarmos uma cultura de formação política na ABEF – ou seja, entre o conjunto dos CA’s de Filosofia, Coordenações Locais e coletivos de base da ABEF.

Uma cultura de formação política implica que não apenas despejaremos todos os nossos esforços para a concretização do PNF, prioridade da ABEF, mas, sobretudo, que haja iniciativas de formação política em âmbito local.

Por um lado, a Coordenação Nacional deve acompanhar os CA’s, Coordenadores Locais e coletivos de base da ABEF, a fim de incentivar tais iniciativas e de dar suporte, acompanhando a construção de cursos de formação e outras iniciativas em âmbito local.

Por outro lado, cabe aos CA’s, Coordenadores Locais e coletivos de base procurar a / cobrar da Coordenação Nacional, ou seja, tomar a iniciativa de fazer acontecer a formação política na ABEF para além dos programas nacionais aqui descritos.

Vale considerar, por fim, que formação política não se resume a cursos de formação. A ornamentação dos espaços é também formação política; A prática da mística é também formação política; O esforço em procurar nos textos de filosofia os compromissos políticos ali estabelecidos é também formação política.

Paulo Freire dizia: “ninguém educa ninguém; ninguém se educa sozinho; os homens se educam em comunhão”.

Assim, cabe a nós usarmos de nossa criatividade para, em todos os momentos e em todos os espaços, nos reeducarmos uns aos outros, para ver, pensar e agir de maneira diferente, contra o individualismo e o hedonismo que reinam na sociedade, para nos fazermos sujeitos políticos que de fato contribuem para a promoção da igualdade e da fraternidade entre os seres humanos.

 

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